quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A ponte e o perdão


A ponte e o perdão 

Dois irmãos moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho. Eles se davam muito bem e gostavam de estar sempre juntos. Por algum desentendimento qualquer, eles brigaram e nunca mais se falaram. Cada um vivia na sua fazenda, sem jamais procurar pelo outro. Certo dia, um carpinteiro se ofereceu para prestar algum serviço na fazenda do irmão mais velho. Ele rapidamente concordou e pediu que o homem construísse uma cerca bem alta de forma que ele nunca mais precisasse sequer enxergar a fazenda do irmão. O carpinteiro começou seu trabalho e o irmão foi resolver assuntos na cidade. No final do dia, quando voltou, o irmão mais velho ficou grandemente surpreso ao ver que o carpinteiro, em vez de levantar uma cerca, tinha  construído uma ponte ligando as duas fazendas. Mais surpreso ainda ficou o irmão quando seu irmão mais novo veio correndo, de braços abertos a lhe encontrar no meio da ponte. Os dois irmãos se abraçaram e choraram, reconciliando-se.

Reflexão


Dar e receber perdão
     Na comunidade de Jesus não existem limites para o perdão. Ao entrar na comunidade, cada pessoa já recebeu do Pai, um perdão sem limites. A vida na comunidade precisa, portanto, basear-se no amor e na misericórdia, compartilhando entre todos, esse perdão que cada um recebeu. Só é capaz de perdoar o próximo quem, de fato, faz a experiência de sentir-se perdoado por Deus. Pelo contrário, quem se mostra inflexível e incapaz de perdoar, dá mostras de não reconhecer o quanto foi perdoado por Deus. A insensibilidade em relação ao dom recebido de Deus torna impossível a concessão de perdão ao próximo.          A simples consciência da imensidade do perdão recebido de Deus deveria ser suficiente para motivar as pessoas a perdoar. A parábola do servo cruel está centrada neste tema. Quando se tratou de ser perdoado pelo rei que lhe havia emprestado uma quantia enorme de dinheiro, e não tinha com que pagar, o servo suplicou-lhe clemência e tempo. Comovido, o rei deixou-o partir, perdoando-lhe toda a dívida. Logo em seguida, porém, ao encontrar um companheiro que lhe devia uma quantia irrisória, foi incapaz de sensibilizar-se quando este lhe pediu tempo e clemência para quitar seu débito. E mandou aprisioná-lo. O rei ficou indignado. Parecia-lhe evidente que, assim como o servo havia sido objeto de compaixão, tendo recebido o perdão de sua dívida, o mesmo deveria ter feito com seu companheiro. Por conseguinte, a falta de compaixão para com o próximo impede que se faça a experiência da compaixão de Deus. Deus perdoa a quem está disposto a perdoar. Uma das características fundamentais da revelação do amor de Deus em Jesus é o perdão, fruto da misericórdia. Na antiga Lei predominavam o revide à agressão e o extermínio do inimigo. A interrogação de Pedro a Jesus indica uma tolerância limitada à ofensa. A resposta de Jesus, com a figuração numérica de "setenta vezes sete", revela que o perdão não tem limites. Só quem se julga justo é que mede até onde se perdoa e dispõe-se a condenar. Nesse sentido segue a parábola narrada por Jesus. Aquele que é perdoado não pode negar seu perdão a outrem. Quem toma consciência de que recebeu o infinito perdão do Deus misericordioso, deve perdoar sem limites. A proposta do perdão sem limites remove a idéia da vingança e da prevenção contra o "inimigo”. No Primeiro Testamento predomina o revide à agressão, e o extermínio do "inimigo", o qual é mencionado em 56 Salmos. Quaresma é tempo de perdão, conforme pedimos na oração do Pai Nosso.

26 anos de matrimônio

Igreja cheia















segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Missa das crianças do dia 04/09/2011


Evangelho - Mt 18,15-20
Se ele te ouvir, tu ganharás o teu irmão.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,15-20
Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos:
15Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo,mas em particular, à sós contigo!Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão.16Se ele não te ouvir,toma contigo mais uma ou duas pessoas,para que toda a questão seja decididasob a palavra de duas ou três testemunhas.17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja.Se nem mesmo à Igreja ele ouvir,seja tratado como se fosse um pagãoou um pecador público.18Em verdade vos digo,tudo o que ligardes na terra será ligado no céu,e tudo o que desligardes na terraserá desligado no céu.19De novo, eu vos digo:se dois de vós estiverem de acordo na terrasobre qualquer coisa que quiserem pedir,isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus.20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nomeeu estou ali, no meio deles.'   Palavra da Salvação.


Reflexão


Se ele te ouvir, terás ganho teu irmão

   O texto do evangelho de hoje situa-se no contexto do “sermão sobre a comunidade”, cujos textos são direcionados especificamente para orientar a vida na Igreja. E um tema muito precioso para o Evangelho de Mateus é a correção fraterna, essencial para o crescimento pessoal do cristão na comunidade.

    O evangelho nos orienta no delicado passo da correção fraterna. Primeiramente devemos tomar consciência de que o ato de corrigir o irmão é nossa responsabilidade. O texto é claro: “Vai!” É um imperativo que nos interpela. A não realização desse mandato significa erro grave, pois nos omitimos diante do erro do outro, deixando que um membro do corpo de Cristo permaneça no engano.

        O texto nos apresenta a preocupação com o retorno à comunidade de quem se desligou pelo pecado. Por isso são empregados todos os recursos para a volta do irmão. É uma correção feita com respeito e amor. São oferecidas várias oportunidades para a conscientização sobre o erro. Primeiramente a exortação pessoal, para preservá-lo de constrangimento diante da comunidade. Depois, a exortação diante de algumas testemunhas; por fim, diante da comunidade, para que o irmão obstinado em sua má conduta reconheça, perante a autoridade da Igreja, a situação em que ele mesmo se colocou.

      Todo esse procedimento nos ajuda a perceber o papel mediador da Igreja para ajudar um membro a sair do erro. Isso porque não caminhamos sozinhos, mas fazemos parte de um corpo, necessitamos uns dos outros para viver nossa fé.

     Se levarmos a sério nossa responsabilidade para com nosso irmão, nossa ação de exortá-lo, de encaminhá-lo para o rumo certo, proporcionar-nos-á ganhar um irmão na caminhada de fé. Nossa maior preocupação deverá ser não apontar os erros dos nossos irmãos na comunidade, mas reconduzi-los de volta à comunhão com Deus expressa na comunidade crente. Se fizermos isso, certamente a Igreja desempenhará bem seu papel de mediação da boa-nova de Jesus Cristo. [Aíla Luzia Pinheiro Andrade, nj, Vida Pastoral nº 280, Paulus]  

Correção e encorajamento
Mas o verdadeiro amor, o perdão autêntico, não deixa as pessoas como são, com seus defeitos e suas limitações. Amar um irmão significa ajuda-­lo a "crescer" em todos os níveis, querer concretamente sua "libertação" daquilo que é defeituoso e mau, lutar por sua plena humanização. Por isto, corrigir é obra de amor; nunca é extinguir energias e entusiasmos; é coisa muito diferente da crítica. Juntamente com a correção fraterna, o cristão faz largo uso do encorajamento. As pessoas esperam dos outros algo diferente de um dom material; esperam que os Outros se lhes tornem próximos, que entrem em contato com elas, percebam que elas existem, e lhes digam tudo isso. Nada é tão encorajador como a atenção vigilante, o respeito não puramente formal, a palavra inesperada de congratulação, se não forem fórmulas vazias de rito ou expressões convencionais. O encorajamento, como a correção, é uma das muitas facetas da caridade.  [MISSAL DOMINICAL ©Paulus, 1995]

Celebrante : Frei Padre Flávio










          Neste Domingo, a missa das crianças foi celebrada pelo Frei e Padre Flávio, que veio lá de Navegantes, Santa Catarina, a princípio para participar do Acampamento, mas acabou vindo nos presentear com sua grande sabedoria e simplicidade, realizando um brilhante homilia.